Transgênicos avançam com força

Data da postagem: 1 de janeiro de 2014

Uma década já se passou desde a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil, o assunto ainda gera muita discussão, não existe uma conclusão sobre o caso, as dúvidas ainda permeiam nossa mente. Problemas vão de doenças graves ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

No Paraná as lavouras de soja modificada chegam a 95% da área cultivada, já no caso do milho os dados são mais alarmantes chegando a praticamente 100% do plantio, estes dados foram publicados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do estado.

Se já não bastasse o domínio das lavouras transgênicas no Paraná, uns dos últimos estados a permitir o plantio e o transporte de produtos geneticamente modificados no seu território ainda têm que conviver com as incertezas do consumo deste produto para a saúde e agora ao mais novo problema, o uso indiscriminado de agrotóxicos.

Segundo dados publicados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Brasil passou a ser o maior produtor e comprador de defensivos agrícolas, muito impulsionados pelas culturas geneticamente modificadas.

Enquanto políticos lutam para conseguir a liberação comercial dos produtos transgênicos pesquisadores alertam para o cuidado com o consumo destes produtos. O coordenador do Núcleo de agroecologia e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Estadual de Maringá (UEM), José Ozinaldo Alves de Sena, garante que as sementes modificadas causam doenças graves ao ser humano. Para ele, o consumidor tem de lutar contra esse tipo de tecnologia, compartilho da mesma opinião do pesquisador.

Devemos como consumidores demonstrar insatisfação por essa realidade, estamos vivendo num período de muitos protestos onde a população tem demonstrado sua insatisfação com a corrupção, devemos também apresentar nossa indignação pela liberação dos transgênicos que nos expõem a riscos de saúde como: alergias, esterilidade, alteração na formação de órgãos, doenças hematológicas e cânceres.

Existe uma pressão do Governo Federal cedendo às imposições internacionais de que hoje a única cultura sustentável é a dos transgênicos, os agricultores são marionetes que nada podem fazer, os consumidores são obrigados a ingerir estes alimentos. Estamos sendo manipulados, e o que vamos fazer?

As justificativas para a plantação ainda são as mesmas, capitalistas, os argumentos são que os transgênicos promoveram maior produtividade gerando mais lucro e claro, imposto. Os transgênicos fizeram muito bem para a economia do Paraná e do Brasil. E nós consumidores como ficamos nesta história?

A cultura dos transgênicos promoveu uma maior necessidade do uso de agrotóxicos, engenheiros agrônomos tentam afirmar que este uso não gera riscos para o consumidor final, eu e você. O uso dos agrotóxicos além de piorar a qualidade do solo ainda influência na qualidade do produto final, hoje tem menor concentração de vitaminas e minerais no alimento gerando a necessidade do uso de suplementação.

Produtores afirmam que os transgênicos foram um avanço para a agricultura e que hoje seria uma ignorância voltar a usar sementes convencionais, não há vantagem alguma segundo eles. O produtor tem que aprender que o mundo muda, e muda muito rápido, concordo com a frase do produtor, o mundo muda rápido de mais.

No ano de 1930 as doenças infectocontagiosas foram responsáveis por 97% dos óbitos segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010 oitenta anos depois as mesmas doenças foram responsáveis por apenas 3% dos óbitos. A população não deixou de morrer, o que ouve foi uma mudança nas causas mortes, hoje os problemas cardíacos seguidos do câncer são as maiores causam de morte.

Um produtor ainda disse que se eles não se adequarem as novas tecnologias vamos morrer de fome e junto com eles, matarão todos de fome também. Gostaria de concluir que depois de ler esta declaração podemos dizer que vamos morrer com certeza, ou por falta de alimento ou por causa do alimento.

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